Empreenda no mercado de moda
empreendedoras da moda

Empreenda no mercado de moda

Com toda essa crise econômica no Brasil, onde os gigantes da moda vem pedindo recuperação judicial, fechando às portas, os pequenos empreendedores, aproveitam para investir o seu talento e vontade em ganhar mercado, abrindo novas confecções, marcas e lojas do setor tanto físicas quanto online.

Essa dificuldade dos grandes, gera desemprego, o que acaba gerando novas oportunidades de mulheres e homens que trabalharam em algum setor na moda, seja como costureira, vendedora de lojas, estilistas, entre outras áreas, se lançarem empreendedores.

Tenho acompanhado isso de perto, vendo o aumento do números de mulheres vendendo roupas de porta-em-porta, o aumento do número de vendas pelas redes sociais, e-commerce, oficinas de costura para ajustes das peças, entre outros formatos de negócios na moda.

Tenho observado uma carência de estudos e pesquisas sobre o setor e as suas dificuldades, atributos, e informações que possam dar suporte aos empreendedores. Vejo manipulação da informação, o que não demonstra um cenário real da atual situação.

Fiz uma busca em diversos sites de empreendedorismo de moda, instituições como IBGE, entre outros e as informações são antigas e muito vazias. Sendo assim, vou passar algumas informações que acredito que dê ao menos uma visão geral deste mercado que embora todas as dificuldades não para.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) projetou para este ano uma queda no varejo de vestuário de 4,8%, para 6,15 bilhões de peças. Em 2015, segundo a entidade, o setor encolheu 8%.

O setor da indústria de vestuário no Brasil conta com mais de 33 mil empresas, sendo estas 80% de pequeno e médio porte. Representa 5,7% do PIB da Indústria de Transformação.

Essa indústria é uma das que mais empregam no país, com 1.6 milhões de empregados até o final do ano 2014, representando 16,4% de participação nos empregos.

Destes, 75% são do segmento de confecções e em sua maioria somos nós mulheres empreendedoras que apostamos na área.

O Brasil é o quarto maior produtor de artigos de vestuário do mundo, e o quinto na produção de manufatura têxtil, acredito que não tenha mudado, procurei por novas informações e não achei.

Mesmo com dados tão importantes, a participação em relação ao comércio mundial é muito pequena e corresponde a 0,5%.

No cenário global, o mercado têxtil e de confecção é liderado pela Ásia, precisamente, 73% dos volumes produzidos no mundo são deste continente, com destaque, por ordem, para: China, Índia, Paquistão, Coreia do Sul, Taiwan, Indonésia, Malásia, Tailândia e Bangladesh.

Para quem pretende atuar no mercado de moda, existem algumas opções de atuação, dentre elas se destacam:

  • Criar uma confecção (uma loja própria);
  • Trabalhar na prestação de serviços (confeccionar, costurar, cortar, outros);
  • Comércio atacadista (vender apra lojistas/ fornecedores em quantidades);
  • Atuar com a revenda de produtos, nacionais ou importados (comprar e revender/ consignação);
  • Montar um comércio varejista físico (vender para o público final);
  • Ingressar no comércio eletrônico (abrir uma loja de e-commerce, e ou fazer um comércio informal pela redes sociais).

Independentemente da sua escolha, é preciso avaliar cautelosamente o mercado, considerando seus concorrentes, seu público-alvo, a região que sua empresa atuará, dentre outras questões relacionadas aos seus objetivos de negócio.

DICAS

Faça antes de mais nada uma pesquisa do local, como anda o mercado de vendas do que você optar atuar, seja moda feminina, masculina, infantil, acessórios, calcados, outros.

Coloque na ponta do lápis todos os custos, investimentos, possibilidades de ganhos, e analise qual a melhor opção para começar, se uma loja física, e-commerce ou meio informal.

Após a definição de objetivos e do modelo de negócio a ser trabalhado, defina uma marca, um nome, qual o tipo de público você almeja atingir, isso também vai variar de acordo com o local onde pretende vender os seus produtos e serviços, qual o bairro, etc.

Não misture suas contas pessoais com as contas do seu negócio, independente ao tamanho dele.

Pesquise quais os melhores fornecedores para você comprar os produtos para revender. Visite, analise, conheça antes mesmo da compra.

Veja qual a melhor forma para fazer o seu negócio legalmente.

Ao procurar ajuda profissional, consequentemente você poderá evitar alguns erros de investimentos, e encontrar os pontos positivos e negativos do negócio, analisar viabilidades e obter soluções de possíveis problemas que podem ser administrados.

Se precisar de ajuda, entre em contato conosco pelas nossas redes sociais:

Instagram – @mercadofeminino

Facebook – mercadofeminino1

Até o próximo post!

Liliane Daquino

Editora/ Blogueira

Mercado Feminino

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